Os cidadãos e os políticos aveirenses têm andado desatentos ou fazer de conta quanto à importância da implementação da linha do TGV em território nacional e no distrito de Aveiro em particular.Depois dos senhores da RAVE venderem a sua “banha-da-cobra” aos políticos aveirenses, todos ficaram de bico calado com a promessa de se fazer a ligação Aveiro/Salamanca (só não se sabe para quando). Certo é que a Comissão Europeia prevê atribuir a Portugal, até 2013, no âmbito da Rede Transeuropeia de Transportes 383,38 milhões de euros destinados à alta velocidade ferroviária, privilegiando a ligação a Espanha. Só que tal prioridade deveria ser dada em primeiro lugar aos canais de transportes que possam comunicar mais rapidamente com o “centro” da Europa e nomeadamente com a ligação imediata aos portos do eixo-atlântico para transporte de mercadorias. Como tal não se verifica, quais são as compensações para Aveiro?
Todos os autarcas por onde possa passar a linha já alertaram que pretendem desenvolver o seu território em base do pólo dinamizador que se venha a desenhar. Coimbra já apresentou o seu plano e pretende que todas as suas linhas regionais entre Soure e Mealhada sejam modernizadas. Inclusive tiveram deferimento à sua preferência de implantação da futura estação do TGV ficasse junto a Coimbra B (inicialmente estava prevista entre Ameal e Ribeira de Frades).
E Aveiro, como fica?
Será que já não temos homens nestas terras de alavário da dimensão de José Estêvão? Será que os políticos aveirenses são todos “cospe nele”?
Aveiro tem de se tornar reivindicativo nos seus direitos, como cidade e como região altamente contributiva para o erário público nacional e exigir as suas compensações.
Será que Aveiro se irá contentar apenas (e dependendo do cenário que vier a ser aprovado) de ter uma estação na zona Norte já fora do limite do concelho e um apeadeiro na actual estação?
Então e o Metro de Superfície? Então e a reestruturação da Linha do Vouga? Até quando é que nós aveirenses vamos seguir sendo “papados”?

2 comentários:
É interessante o tema que coloca. Mas mais que o TGV é importante saber como esta Câmara resolve o problema da mobilidade, do desenvolvimento económico, da educação. É que não tem feito mesmo nada.O que sabem é arranjar tachos para os amigos do partido.
Já agora dizer que não apenas coimbra que fez prevalecer as suas compensações. Leiria obrigou a RAVE a alterar o traçado da linha das Serras de Aire e Candeeiros pa viabilizar a estação do TGV em Leiria, com os danos ambientais irreparáveis que isso acarreta. Justificado apenas pelo facto de ser uma zona mais litoral e onde e encontra a maior densidade populacional. Ou seja, troca-se o bem-comum pelo lucro de alguns.
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